domingo, 30 de agosto de 2020

Quiz 18: PORT. - 1ª Série (Ens. Médio)

Quiz 18: PORTUGUÊS - 1ª SÉRIE - ENSINO MÉDIO
Quiz 18: PORTUGUÊS - 1ª SÉRIE - ENSINO MÉDIO

Leia o texto abaixo e responda as questões 01 e 02.

Conexões caninas: por que ter um cachorro faz bem à saúde

    Uma pesquisa publicada [...] revelou que, quando humanos e cães se olham nos olhos, ambos [...] experimentam um aumento nos níveis de oxitocina¹, intensificando a sensação de conexão. [...]

    O impacto dos cães na saúde mental humana é fascinante e abrangente, englobando desde a redução de sintomas de estresse até o apoio em quadros mais graves. [...]

    Os benefícios não param por aí. Ter um cachorro também nos incentiva a ser mais ativos. Não importa quão cansados estejamos, nossos amigos peludos sempre têm energia de sobra para pedir uma caminhada – e, se você já tentou resistir a um cachorro pedindo para passear, sabe que é uma batalha perdida. [...]

    Um dos principais mecanismos por trás desse benefício é o aumento na atividade física proporcionado pelos passeios com os cães, o que ajuda a manter o coração saudável ao longo do tempo. [...]

    Além do exercício, os cães nos propiciam algo nem sempre fácil de conseguir no mundo moderno: interações sociais. Quantas vezes já não lhe ocorreu ser parado por alguém num passeio querendo fazer carinho ou saber a raça do seu mascote? [...].

    Mais do que isso, esses animais oferecem uma janela fascinante para a compreensão da cognição humana, especialmente por meio da sua inteligência social. Eles evoluíram para interpretar gestos, emoções e até resolver problemas de forma cooperativa – habilidades que pensávamos serem exclusivas dos seres humanos. [...]

    Em última análise, a relação entre humanos e cães transcende o simples afeto. Trata-se de uma conexão que impacta positivamente nossa saúde mental de diversas maneiras, desde a liberação de hormônios do bem-estar até a promoção de um estilo de vida mais ativo e social.

    Ter um cachorro pode não ser a solução para todos os problemas do mundo, mas certamente torna nosso mundo interior muito mais leve, aprazível e feliz.

*Vocabulário:

¹oxitocina: hormônio produzido na região cerebral.

PINSKY, Ilana. Conexões caninas: por que ter um cachorro faz bem à saúde. Veja, 23 out. 2024. Disponível em: https://meulink.fit/ vsHEcmDDMrbpxDP. Acesso em: 23 out. 2024. Adaptado para fins didáticos. Fragmento.

01
(D6 - SAEB: Avaliação Formativa - GO - 2026)

Qual é o assunto desse texto?

A
B
C
D
E

    O texto apresenta diversos benefícios de ter um cachorro, como a melhora da saúde mental, o aumento da atividade física, a promoção de interações sociais e a sensação de bem-estar.

    Portanto, alternativa "E".

(Créditos da resolução: Prof. Warles)


02
(D2 - SAEB: Avaliação Formativa - GO - 2026)

Nesse texto, no trecho “... o que ajuda a manter o coração saudável...” (4º parágrafo), a expressão destacada faz referência ao trecho:

A
B
C
D
E

    A expressão “o que ajuda a manter o coração saudável” retoma a ideia do aumento da atividade física causado pelos passeios com os cães.

    Portanto, alternativa "D".

(Créditos da resolução: Prof. Warles)


Leia o texto abaixo e responda as questões 03 e 04.

Brasileira de 9 anos vai expor quadros no “Carrousel du Louvre”, galeria do museu de Paris

Fã de Monet, a pequena Maya foi selecionada para expor dois quadros no famoso museu da capital francesa

   Aos 9 anos, a pequena Maya sempre sonhou em ter seus quadros expostos para o público, assim como as obras de seu pintor favorito: o francês Monet. E ela conseguiu! A pintora mirim já expôs suas produções em Portugal e em sua cidade natal, Nova Friburgo (RJ). Agora, as telas dela chegarão ao Carrousel du Louvre, galeria do museu mais visitado do mundo, que fica em Paris, na França.

    [...] Camila Bochat Veronese, mãe de Maya, contou que a exposição irá acontecer em outubro de 2023. “Vimos que, realmente, ela tinha talento. Minha filha é uma artista plástica, não é apenas uma brincadeira”, disse a psicóloga, de 42 anos. [...]

    Vendo que a filha tinha aptidão para a pintura, Camila decidiu matricular a menina em uma escola de arte, em 2021 [...]. Nas aulas, Maya aprendeu sobre história da arte e se apaixonou pelas obras de Monet e de Picasso.

    Com o incentivo da mãe, a garotinha passou a pintar suas telas, que tinham um estilo mais abstrato. “Ela diz que pintar é liberdade e se sente livre pintando”, relatou Camila. Em outubro de 2022, Maya foi selecionada para expor suas obras em Portugal – sua primeira exposição internacional. Segundo a mãe, a foto do quadro da filha ficou exposta em uma galeria em Leiria por 10 dias. Depois, a artista mirim também fez algumas exposições em lojas e colégios de sua cidade. [...]

    Pouco tempo depois, a psicóloga recebeu uma notícia que a pegou de surpresa: a filha tinha passado por uma seleção preliminar e sido aprovada para uma entrevista, para conversar sobre uma possível exposição no Carrousel du Louvre. Em julho de 2022, a família recebeu o convite oficial para a exposição de dois quadros de Maya – as telas ainda serão produzidas. [...]

OLIVEIRA, Amanda. Brasileira de 9 anos vai expor quadros no “Carrousel du Louvre”, galeria do museu de Paris. In: Crescer, 18 jan. 2023. Disponível em: https://meulink.fit/czkeHDyOtiioDHw. Acesso em: 20 mar. 2024. Fragmento.

03
(D14 - SAEB: Avaliação Formativa - GO - 2026)

Nesse texto, no trecho “E ela conseguiu!” (1º parágrafo), o ponto de exclamação foi usado para

A
B
C
D
E

    O ponto de exclamação em “E ela conseguiu!” expressa empolgação e alegria pela conquista de Maya.

    Portanto, alternativa "C".

(Créditos da resolução: Prof. Warles)


04
(D12 - SAEB: Avaliação Formativa - GO - 2026)

A finalidade desse texto é

A
B
C
D
E

    O texto tem a finalidade de relatar um fato, apresentando a trajetória da menina e sua seleção para expor seus quadros em Paris.

    Portanto, alternativa "D".

(Créditos da resolução: Prof. Warles)


05
(D - SAEB: Avaliação Formativa - GO - 2026)

Leia o texto abaixo.

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COALA, Fábio. Mentirinhas #2049. In: Mentirinhas. 2023. Disponível em: https://mentirinhas.com.br/wp-content/uploads/2023/08/. Acesso em: 4 set. 2023. Adaptado para fins didáticos.

Entende-se desse texto que a coruja

A
B
C
D
E

    Entende-se que a coruja desagradou o outro animal ao dar uma resposta arrogante, pois sua fala demonstra superioridade ao se considerar mais sábia.

    Portanto, alternativa "A".

(Créditos da resolução: Prof. Warles)


Leia o texto abaixo e responda as questões 06 e 07.

Nosso Quadro

    Todo mundo tem um amor que quando deita e olha pro teto

    Vem a pergunta: Será que se fosse hoje a gente dava certo?

    Um episódio que nunca vai ser lançado, um álbum incompleto

    Uma história que parou pela metade, cê imagina o resto?

   

    É saudade que toma, que toma

    Que toma conta de mim

    E não me dá remorso, nem raiva

    Nem ódio da pena do fim

   

    Agora o nosso quadro casando na igreja

    Não vai ser pendurado, só existe na minha cabeça

    Nós dois tocando o gado, a filha boiadeira

    Nossa vida no mato só existe na minha cabeça

    Vai ser amor mesmo não sendo a vida inteira

    Vai ser amor mesmo não sendo a vida inteira [...]

ALESSI, Rodolfo; CARVALHO, Marco. Nosso quadro. Intérprete: Ana Castela, 2023. Disponível em: https://meulink.fit/RUSQNbZCNbAxwBc. Acesso em: 11 mar. 2024. Fragmento.

06
(D3 - SAEB: Avaliação Formativa - GO - 2026)

Entende-se desse texto que o eu lírico

A
B
C
D
E

    O eu lírico imagina como seria sua vida ao lado da pessoa amada, criando situações que existem apenas em sua imaginação.

    Portanto, alternativa "B".

(Créditos da resolução: Prof. Warles)


07
(D18 - SAEB: Avaliação Formativa - GO - 2026)

Nesse texto, no verso “Todo mundo tem um amor que quando deita...” (1ª estrofe), o termo destacado indica

A
B
C
D
E

    O termo “quando” indica tempo, pois estabelece o momento em que a pessoa se deita e pensa sobre o amor.

    Portanto, alternativa "D".

(Créditos da resolução: Prof. Warles)


Leia os textos abaixo.

Texto 1

Dom Casmurro

Capítulo XXXII – Olhos de ressaca

    – [...] Deixe ver os olhos, Capitu.

    Tinha-me lembrado a definição que José Dias dera deles, “olhos de cigana oblíqua e dissimulada.” Eu não sabia o que era oblíqua, mas dissimulada sabia, e queria ver se podiam chamar assim. Capitu deixou-se fitar e examinar. Só me perguntava o que era, se nunca os vira, eu nada achei extraordinário; a cor e a doçura eram minhas conhecidas. A demora da contemplação creio que lhe deu outra ideia do meu intento; imaginou que era um pretexto para mirá-los mais de perto, com os meus olhos longos, constantes, enfiados neles, e a isto atribuo que entrassem a ficar crescidos, crescidos e sombrios, com tal expressão que...

    Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá ideia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei-me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros, mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me. [...]

ASSIS, Machado de. Dom Casmurro. Domínio Público. Disponível em: https://meulink.fit/gMOYmVaNccGiNTq. Acesso em: 10 ago. 2022. Adaptado para fins didáticos. Fragmento.

Texto 2

Pela Luz Dos Olhos Teus

    Quando a luz dos olhos meus

    E a luz dos olhos teus

    Resolvem se encontrar

   

    Ai, que bom que isso é [...]

    Que frio que me dá

    O encontro desse olhar

   

    Mas se a luz dos olhos teus

    Resiste aos olhos meus

    Só pra me provocar

   

    Meu amor [...]

    Me sinto incendiar [...]

   

    Pela luz dos olhos teus

    Eu acho, meu amor, que só se pode achar

    Que a luz dos olhos meus precisa se casar [...]

MORAES, Vinicius de. Pela Luz Dos Olhos Teus. Intérprete: Tom Jobim; Miúcha, 1977. Disponível em: https://www.letras.mus.br/tom-jobim/73343/. Acesso em: 10 ago. 2022. Fragmento.

08
(D20 - SAEB: Avaliação Formativa - GO - 2026)

Esses textos são semelhantes, pois

A
B
C
D
E

    Os dois textos destacam os olhos da pessoa amada e revelam o encantamento provocado pelo olhar. Em Dom Casmurro, Bentinho descreve intensamente os olhos de Capitu; em Pela Luz dos Olhos Teus, o olhar da pessoa amada desperta fortes sentimentos.

   Portanto, alternativa "C".

(Créditos da resolução: Prof. Warles)


09
(D7 - SAEB: Avaliação Formativa - GO - 2026)

Leia o texto abaixo.

O verdadeiro impacto dos orgânicos no meio ambiente

    Recentemente, dominando os jornais, um estudo no Reino Unido afirmou que a agricultura orgânica faz mal ao meio ambiente. [...]

    Na verdade, o relatório avaliou as possíveis mudanças nas emissões de gases de efeito estufa se a Inglaterra e o País de Gales convertessem em 100% sua produção agrícola para o sistema orgânico.

    Segundo os autores do estudo, a agricultura orgânica poderia contribuir para uma redução nas emissões “através do uso reduzido de insumos agrícolas [...]”. No entanto, eles também afirmaram que o impacto ambiental positivo do orgânico se anula devido à necessidade de aumento da produção, já que, sob este sistema, os rendimentos são 40% menores quando comparados à agricultura convencional.

    Porém, mesmo confiando neste número, defender que a agricultura convencional é melhor para o planeta do que o sistema orgânico é um erro. [...]

    Um fator crítico, que o estudo divulgado não reconhece, é como os rendimentos mudarão com o tempo. “O estudo supõe que o rendimento da produção orgânica terá um desempenho inferior ao convencional em 40% para sempre, mas isso não é verdade”, disse Yichao Rui, cientista especialista em solo do Instituto Rodale. [...]

    O Instituto Rodale, que tem décadas de experiência na execução de seus próprios campos de teste, não encontrou diferença significativa na produção de grãos convencionais e orgânicos, como o trigo. Ele também descobriu que o rendimento da batata orgânica e convencional é praticamente o mesmo. [...]

    O estudo [...] também concluiu que em fazendas orgânicas com mais tempo de existência a diferença de rendimento fica abaixo de 10%. [...]

    Infelizmente, temos mais uma deturpação do verdadeiro papel da agricultura orgânica no meio ambiente, incluindo sua capacidade de proteger a sustentabilidade nas próximas décadas. Muitos desses estudos – e as manchetes que geram – concentram-se apenas em resultados de curto prazo e não levam em conta como será o amanhã.

STROM, Stephanie. O verdadeiro impacto dos orgânicos no meio ambiente. Centro de Inteligência dos Orgânicos, 2019. Disponível em: https://meulink.fit/nChWcImApRPFzrG. Acesso em: 29 jan. 2021. Fragmento.

A tese desse texto está evidenciada no trecho:

A
B
C
D
E

    Esse trecho apresenta a tese central do texto, pois defende a ideia de que não se deve considerar a agricultura convencional melhor para o meio ambiente do que a orgânica. Os demais trechos apresentam informações, argumentos ou evidências que sustentam essa posição.

   Portanto, alternativa "D".

(Créditos da resolução: Prof. Warles)


10
(D11 - SAEB: Avaliação Formativa - GO - 2026)

Leia o texto abaixo.

Insônia infeliz e feliz

    De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite [...]. Quem? Quem sofre de insônia? E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar [...]. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara. Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais. Passa-se um tempo, olha se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? [...].

    Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. [...] Depois vai amanhecendo. As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro. Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. [...]

LISPECTOR, Clarice. Insônia infeliz e feliz. In: Notaterapia. Disponível em: https://bit.ly/34G9aYA. Acesso em: 9 out. 2019. Fragmento.

Qual trecho desse texto apresenta uma opinião?

A
B
C
D
E

    O termo “horríveis” expressa uma avaliação pessoal da autora sobre os substitutos do açúcar, caracterizando uma opinião. As demais alternativas apresentam situações, ações ou descrições sem julgamento explícito.

   Portanto, alternativa "C".

(Créditos da resolução: Prof. Warles)


11
(D8 - SAEB: Avaliação Formativa - GO - 2026)

Leia o texto abaixo.

Mobilidade urbana para todos, o que você tem a ver com isto?

    Com a maior concentração de pessoas nos centros urbanos, as grandes cidades se tornam locais onde os recursos e a infraestrutura são bastante otimizados, uma vez que, por meio de estratégias de georreferenciamento¹, conseguimos beneficiar um número maior de pessoas com equipamentos públicos e meios de transporte. As concentrações urbanas contribuem para o desenvolvimento sustentável em diversos aspectos, pois precisamos de menos recursos como quantidade de terra, estradas e equipamentos públicos para atender um número maior de pessoas.

    Por outro lado, sabemos que, em boa parte das cidades, esta concentração acontece de forma desorganizada, onde as pessoas chegam antes da infraestrutura. Isto faz com que estejamos atrasados no desafio de criarmos um ambiente que acomode, com qualidade, os habitantes das grandes metrópoles. Um dos principais desafios para a construção deste ambiente é disponibilizarmos um sistema de mobilidade urbana que atenda às necessidades e desejos de uma população.

    Linhas de Metrô, estações de trem, corredores de ônibus há algum tempo são temas presentes nesta discussão. Mais recentemente, as ciclovias e ciclofaixas, as calçadas e o pedágio urbano foram incluídos no debate.

    Certamente, todos estes pontos são fundamentais para melhorarmos a mobilidade urbana para todos. Neste contexto, se destaca o desafio de viabilizar a mobilidade também para as pessoas com deficiência. Certamente, esta parcela da população que, segundo a ONU, representa mais de 10% dos moradores das grandes cidades se beneficia de todos estes avanços. Mas, é neste ponto que ganha importância a responsabilidade de cada um de nós em contribuirmos para este processo. O nosso comportamento e as nossas atitudes impactam diretamente na qualidade da experiência de um cidadão com deficiência quando este se desloca pela cidade. [...]

    Para termos uma cidade mais inclusiva, segura e sustentável, conforme definido no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 11, certamente precisamos investir em trilhos, ônibus, cimento e asfalto, mas só será efetiva, de fato, se tivermos uma cultura de respeito e atitudes inclusivas que são responsabilidade de cada um de nós.

*Vocabulário:

¹georreferenciamento: definição da forma, dimensão e localização de um terreno em relação ao globo terrestre.

BARA, Guilherme. Mobilidade urbana para todos, o que você tem a ver com isto? Fiesp. Disponível em: https://bityli.com/ormBEf. Acesso em: 9 ago. 2022. Adaptado para fins didáticos. Fragmento.

Nesse texto, o trecho que apresenta uma relação de causa e consequência é:

A
B
C
D
E

    O termo “pois” estabelece uma relação de causa e consequência: a necessidade de menos recursos é apresentada como causa que explica a contribuição das concentrações urbanas para o desenvolvimento sustentável.

   Portanto, alternativa "B".

(Créditos da resolução: Prof. Warles)


12
(D16 - SAEB: Avaliação Formativa - GO - 2026)

Leia o texto abaixo.

As duas caixas

    [...] Explicações conceituais são difíceis de se aprender e fáceis de se esquecer. Por isso, caminho sempre pelo caminho dos poetas, que é o caminho das imagens. Em vez de explicar por meio de conceitos abstratos, vou mostrar o que digo por meio de imagens. Quem aprender as imagens terá aprendido o essencial da minha filosofia de educação. O corpo carrega duas caixas. Na mão direita, mão da destreza e do poder, ele leva uma caixa de ferramentas. E na mão esquerda, mão do coração e do prazer, ele leva uma caixa de brinquedos.

    Os animais não precisam de ferramentas. Seus corpos são as ferramentas de que necessitam para viver. Diferentes dos animais, nossos corpos são fracos e incompetentes. Se fôssemos depender deles para sobreviver, como os animais, há muito teríamos desaparecido da Terra. A fraqueza e a incompetência obrigaram o corpo a pensar e a criar. E foi assim que inventamos porretes, pilões, facas, flechas, redes, barcos, casas, como extensões do corpo.

    A primeira tarefa de cada geração, dos pais e das escolas, é passar aos filhos, como herança, a caixa de ferramentas. Para que eles sobrevivam e não tenham de começar da estaca zero.

    Diante da caixa de ferramentas, a primeira pergunta que um professor tem de fazer é: “Isso que estou ensinando é ferramenta para quê? De que forma esse conhecimento aumenta a competência dos meus alunos para viver a sua vida?”

    Mas há uma outra caixa, na mão esquerda, a mão do coração e do prazer. Essa caixa está cheia de coisas inúteis que não servem para nada. Lá estão um livro de poemas da Cecília Meireles, a estória de “Alice no País das Maravilhas”, um pé de jasmim, um quadro do Monet, uma sonata de Mozart, um banho de cachoeira, um beijo... Coisas inúteis. E, no entanto, elas são parte da vida e nos fazem sorrir. E não é para isso que se educa? Para que saibamos, além de viver, sorrir e ter prazer?

    Resumo da minha filosofia de educação: Primeiro, aprender ferramentas, para ter poder. Segundo: aprender os brinquedos, para ter prazer...

ALVES, Rubem. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2704201003.htm. Acesso em: 26 abr. 2010. Fragmento.

O trecho desse texto que apresenta ironia é:

A
B
C
D
E

    Há ironia porque o autor chama de “inúteis” elementos como poemas, músicas, obras de arte e o amor, mas, logo depois, mostra que essas coisas são essenciais para a vida, para a felicidade e para o prazer.

    Portanto, alternativa "D".

(Créditos da resolução: Prof. Warles)




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